Home   Cultura   Sobre a Terra que Arde

Sobre a Terra que Arde

Sinopse

Em um universo onírico, através de cenas fragmentadas, podemos acompanhar a trajetória de Miúdo, menino que sonha com um burro falante que poderá levá-lo a fazer fortuna no picadeiro do grande circo. Em sua peregrinação encontra Rosa, uma menina prostituída em casa de mulheres e abandonada na estrada por um homem.

Miúdo e Menina Rosa aventuram-se pelos confins miseráveis e cheios de ameaças da região dos vilarejos da Terra que Arde procurando pelo burro falante. Pelo caminho, precisam se safar de matadores, pedófilos e do sol que castiga.

Eles encontram refúgio junto a um bando de crianças ladronas – meninos e meninas que se intitulam Filhos do Vento, por serem todos herdeiros abandonados por prostitutas. As atividades criminosas das crianças são reclamadas pelos moradores e chegam até os coronéis e autoridades, que enviam soldados para aniquilá-las.

 

 

Elenco:

Carlos de Paula, Daiane Silva, Élcio Lopes, Felipe Trevilin, Gabriel Mendes, Gabriela Torres, Giovani Bruno, Iolanda Carla, Joyce Catharina, Juliana Gerage, Júlio Santos, Kaline Volpato, Leonardo Moraes, Letícia Ferraz , Nathália Pezzato, Patrícia Borges, Rafael Henrique, Robson Gaudêncio, Vagner Chiarini

 

 

Ficha Técnica

Texto: Denílson Oliveira

Composição Musical: Elenco Cia Estável de Teatro Amador

Preparação Corporal: Ricardo Araujo e Miriam Sartori

Preparação Vocal: Débora Letícia

Preparação Musical: Fabrício Zavanella.

Desenho coreográfico: Elenco, João Scarpa, Ricardo Araujo.

aULAS fLAUTA DOCE: Jean Lemes

Colaboradores do processo: Daniela Cavagis

DIREÇÃO MUSICAL: Otiniel Aleixo

FIGURINOS: Daíse Neves

CENÁRIO: Marcos Thadeus e CETA

CENOTÉCNICOS: CETA

Adereços: Pádua Soares

Arranjos Musicais E TRILHA SONORA: Otiniel Aleixo

ILUMINAÇÃO: João Scarpa

OPERAÇÃO DE LUZ: João Scarpa

OPERAÇÃO DE SOM: Lucas Cancilliero

PRODUÇÃO EXECUTIVA: CETA

PRODUÇÃO: Ação Cultural/ CETA

ARTE: Ricardo Araújo e Felipe Trevilin

Gravação Musical: Fusion

Direção Geral: Ricardo Araujo e João Scarpa

 

 

O processo de montagem.

Após diversas apresentações dos espetáculos Beira Rio e o Ferreiro e a Morte, demos início em novembro de 2011, a nova montagem da CETA.

Iniciamos o processo de montagem com a inevitável questão: O quê? E por quê? Em vista disso, partimos para a leitura de diversos textos teatrais. Debatendo-os e os analisando, concluímos que nenhum refletiu o que queríamos dizer, ou que expressasse a “cara do elenco atual”.

Diante disso, resolvemos que iríamos partir para o processo de criação do texto, na busca de horizontalidade nas relações da criação teatral.

E nos propomos que toda temática enveredaria pelo universo da juventude, que abrangesse questões políticas, sociais, como: identidade, sexualidade, liberdade etc.

Partindo das observações e investigações do elenco, chegamos ao musical, não propriamente nos moldes da Broadway, mas, tendo a música como grande aliada da ação cênica.

Munidos de algumas ideias, partimos para exercícios e improvisações e procuramos assistir diversos musicais, clássicos e contemporâneos, que nos revelaram algumas descobertas.

Em meio a tudo isso, partimos para a preparação do elenco, objetivando um alicerce na construção do trabalho do ator: corporal, musical, e também dramatúrgico. Para tanto, pudemos contar com a colaboração da coreógrafa e bailarina Miriam Sartori, com o músico Fabrício Zavanella, com as aulas de flauta doce de Jean Lemes, e com o dramaturgo Denílson Oliveira, profissionais que certamente não só contribuíram com a montagem, mas também na formação dos integrantes do elenco.

O espetáculo Sobre a Terra que Arde nasceu de um processo de vaporização e condensação de ideias, de uma sintonia entre elenco, direção e colaboradores. O texto foi chegando aos poucos, por meio de histórias fragmentadas que se juntaram aos atores e geraram ação.  As músicas  foram compostas pelo elenco; cada verso e cada melodia foram debatidos, estudados e reestruturados.

Tudo ganhou mais forma no polimento do trabalho vocal de Débora Letícia, na direção musical  e arranjos do músico Otiniel Aleixo, O Legal, na estilização dos figurinos de Daíse Neves, e no cenário que dialoga com a cena e com a iluminação buscando criar a atmosfera de seca e de vazio profundo.

Todos esses criadores colocam suas experiências para falar sobre crianças que se aventuram pela miséria, numa terra cheia de ameaças, de abandonos, de crianças jogadas ao vento, cuja infância se perdeu em algum lugar da terra que arde.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*