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Histórico

Sociedade da Cultura Artística

Entre maio de 1925 e maio de 2006, a história das atividades culturais em Piracicaba registra a existência de uma agremiação dedicada a estimular o interesse pelas expressões artísticas, oferecendo aos nossos cidadãos a oportunidade de um contato ao vivo com virtuoses das artes sonoras, da música, da prosa e da poesia, e expoentes das artes plásticas, os modeladores e fixadores da beleza das formas.

Essa organização nasceu como resultado da colaboração de uma equipe formada por famílias piracicabanas que tornaram realidade a Sociedade de Cultura Artística de Piracicaba. A sua fundação, em maio de 1925, foi o fruto das sementes plantadas no solo da Noiva da Colina pelos irmãos Lozano.

Em especial, essa relação é mais diretamente ligada ao trabalho de Fabiano Lozano com o ensino e promoção do canto orfeônico que teve, com o Orfeão Piracicabano, sua contribuição mais influente, ultrapassando as fronteiras do município, para chegar a provocar a renovação do ensino da música nas escolas do Brasil.

A nossa Sociedade de Cultura Artística, a segunda criada no Brasil, trouxe a Piracicaba, nas décadas seguintes a sua fundação, artistas de renome internacional. Foram anos de realizações durante um período em que era, se não a única, certamente a mais influente e prestigiosa promotora de saraus contribuindo para “elevar o nível excepcional da platéia piracicabana”, como escreveu a profª. Maria Dirce de A. Camargo na ocasião do 60º aniversário da Cultura Artística, como passou a ser comumente chamada desde os seus primeiros anos de existência.

Com o passar dos anos, a Sociedade de Cultura Artística de Piracicaba foi alterando sua posição de realizadora de eventos culturais, cedendo essa iniciativa para outras organizações que surgiram, estimuladas pelo seu exemplo.

Por ocasião da comemoração de seus 60 anos de existência, o presidente Nelson A. Pinotti anunciou a vocação da Sociedade de Cultura Artística de Piracicaba ao declarar que “a Cultura Artística, já com mais de 60 anos de vida, até o presente momento realizou cerca de 700 saraus, e a caminhada de atividades continua”.

A Cultura Artística alcançou seu 81º aniversário após um período no qual, sem premeditação, gradativamente se tornou incentivadora das artes, emprestando seu nome e prestígio aos espetáculos artísticos em nossa cidade.

A continuada caminhada proclamada pelo presidente Pinotti em sua gestão 1986-1987 é, no presente, confirmada pelo atual presidente Hélio Almeida Manfrinato. Sob sua liderança, uma nova equipe dá continuação ao patrimônio herdado de Fabiano Lozano, cultivado durante 81 anos pelos que sucederam o 1º presidente, Antonio dos Santos Veiga, até Cláudio Costa, que antecedeu o recém-eleito Hélio Manfrinato.

A nova direção da Cultura Artística promove seu renascimento após um período de inatividade, mantendo sua nova personalidade de incentivadora e colaboradora em trabalhos para a continuada educação artística e desenvolvimento da apreciação das verdadeiras obras de arte. Assim é, pois, que o patrimônio é conservado, o legado ampliado e a continuidade assegurada.

Zilmar Ziller Marcos é professor aposentado da EsalqAdae

 

 

Associação Cultural e Teatral Guarantã

DO GRAMADO DA ESALQ ÀS TERRAS DO ENGENHO

O ano de 1989 marcou o início da “PAIXÃO DE CRISTO” de Piracicaba. Deu-se através da união de alunos da oficina permanente de teatro do SESC – Piracicaba e de pessoas da comunidade, que tinham um objetivo comum: montar um evento teatral que despertasse grande interesse popular, tocando em sentimentos traduzidos em beleza plástica e emoção, e que pudesse ser visto por um grande público.

Nascia o GRUPO DE TEATRO GUARANTÃ que, em Tupi-Guarani, significa “Madeira nobre e forte”, o que viria fazer alusão ao desejo dos idealizadores de tornar o plano cultural em algo memorável e permanente. E assim aconteceu.

Desde 1990, o grupo encena a vida e morte de Cristo durante a Semana Santa. No primeiro ano o palco da estréia foi o Campus da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – Esalq, sob a direção de Elie Marios Deftereos e a participação de 50 atores. No ano seguinte, o Parque da Rua do Porto configurou a apresentação que teve a direção de Isabel Ortega e um elenco de 80 atores. Pensando em redimensionar e amadurecer o trabalho, o GRUPO DE TEATRO GUARANTÃ passou a encenar a “PAIXÃO DE CRISTO DE PIRACICABA”, em 1992, sob a direção de João Prata, no Engenho Central de Piracicaba, local de riqueza cinematográfica e histórica que viria complementar a grandeza e veracidade da passagem do Messias pelo Planeta.

Em 2005 sob Direção do Santista Dagoberto Feliz , que trouxe ao espetáculo uma linguagem popular e teatralista.

Em 2006 assinou a Direção o piracicabano Carlos ABC.

A partir de 1996, o grupo tornou-se uma empresa sem fins lucrativos e passou a denominar-se “ASSOCIAÇÃO CULTURAL E TEATRAL GUARANTÔ. Como pessoa jurídica passou a ser possível a captação de recursos através da Lei Rouanet e do Fundo Nacional de Apoio à Cultura.

É neste ambiente secular que a ASSOCIAÇÃO CULTURAL E TEATRAL GUARANTÃ tem traduzido às novas gerações a história do homem que mudou o rumo da humanidade e instituiu o cristianismo.

Quem somos

DE GRUPO A ASSOCIAÇÃO: O INSUBSTITUIVEL ESFORÇO HUMANO

A ASSOCIAÇÃO CULTURAL E TEATRAL GUARANTÃ desde sua fundação, em 1989, tem proporcionado à comunidade de Piracicaba e região espaço para o aprendizado e prática das artes cênicas, inserindo, assim, um ambiente social no qual, principalmente, os jovens possam desenvolver suas potencialidades intelectuais e físicas, num processo que busca integração, solidariedade e amizade, através de atividades em oficinas de expressão corporal, de produção de adereços e figurinos e noções musicais contidas em cada personagem do trabalho proposto.

No primeiro ano de montagem o espetáculo “PAIXÃO DE CRISTO DE PIRACICABA” contou com a participação de 50 integrantes.

Desde 1990 essa proporção aumentou consideravelmente em função da grande repercussão da “PAIXÃO DE CRISTO DE PIRACICABA” em todo o estado de São Paulo. Hoje são mil artistas envolvidos num projeto cênico idealizado num espaço ao ar livre de 8500 metros quadrados, com um público de 40 mil pessoas, em oito dias de apresentações.

O elenco é constituído por atores profissionais e amadores; bailarinos que conduzem parte desta história pela musicalidade corporal e por cada passo coreografado; artistas plásticos que com suas mãos conjugam a beleza dos cenários; peões de rodeio ágeis na arte da cavalaria montada; comunidades de bairros empenhadas nos mínimos detalhes da grande produção; grupos de 3ª idade que mostram o vigor do amor pela vida; religiosos de fé cristã, profissionais liberais que somam suas habilidades ao “fazer” “PAIXÃO DE CRISTO”; estudantes que apostam num futuro melhor através do “aprender”; cenotécnicos e técnicos de som que inserem suas experiências e pais e filhos unidos no mesmo ideal: ambientar através do teatro os últimos dias de Jesus Cristo na Terra.

Telefone: (19) 3413-7888
Email: guaranta@guaranta.org.br

 

 

Associação Piracicabana dos Artístas Plásticos – APAP

Dia 1 de agosto de 1980, dia do aniversário da cidade, vários artistas plásticos idealistas e realizadores reuniram-se no Lar dos Velhinhos e fundaram a ASSOCIAÇÃO PIRACICABANA DOS ARTISTAS PLÁSTICOS – APAP.

Foi formada inicialmente por representantes da arte acadêmica, cujas profundas raízes históricas em Piracicaba remontam a Almeida Júnior, além de cultuada com grande carinho por Frei Paulo e tão difundida e ensinada pela família Dutra em anos recentes.

O grupo dos fundadores naturalmente escolheu esta linha artística. Estavam presentes à solenidade no Lar dos Velhinhos representantes da família Dutra, encabeçado por Archimedes Dutra. Nesta memorável reunião estiveram Alberto Thomazi,Alfredo José Ricardo,Antonio Pacheco Ferraz,, Edson Rontani,Eduardo Borges Araújo,Ernesto Portante, Eugênio Nardim, Faustino Fernandes de Souza, Orlando Guidetti,Gumercindo Duarte, Hugo Cesar Benedetti,Jairo Ribeiro de Mattos, João Dutra , Manoel Martho, Marco Cavallari, Maria Graziela V. de França Helene,,Nélio Ferraz de Arruda, Olavo Ferreira da Silva, Renato Wagner, Walderes Thame, entre outros.

A primeira diretoria foi assim constituída: Archimedes Dutra (Presidente), José Ortiz Monteiro (Vice-Presidente), Olavo Ferreira da Silva (1º Secretário), Alberto Thomazi (2ºSecretário),Orlando Guidetti (2ºTesoureiro), Edson Rontani (2ºTesoureiro), Gumercindo de Lourdes Duarte (Diretor de Patrimônio), Maria Cecília Neves, Rubens Caldari e Renato Wagner (suplentes).

Após 7 anos, em 08/05/1987, foi realizada a 2ª reunião da APAP na sala do Teatro Municipal, sob a Presidência de Olavo Ferreira da Silva, que devido ao falecimento de Archimedes Dutra e ao pedido de demissão do vice, as atividades haviam cessado.
As reuniões e a 2ª Diretoria ficou assim constituída: Olavo Ferreira da Silva (Presidente), Nélio Ferraz de Arruda (Vice Presidente), Maria Cecília Neves (1ª Secretaria) e Eloiza A Del Nery Rizzo (2ª Secretaria), Eugenio Nardin (1º Tesoureiro) e Aurea Amélia Pitta Rocha (2ª Tesoureira), Gumercindo de Lourdes Duarte (Diretor de Patrimônio) e Manuel Martho, Edison Bizeto e Gladys K Ferreira (Suplentes), Conceição G Azevedo (Relações Públicas) e Benedito E da Costa (Orador).

Em 22/09/1988 foi realizada a 1ª Exposição da APAP na qual não houve premiação.

A Mostra “Almeida Junior” foi instituída na gestão de Eugenio Nardin em 1989.

 

 

Orquesta de Câmara de Piracicaba

Iniciou suas atividades em 1994, sob a regência do Maestro Joaquim Alvaro Bonillo, direcionados à difusão da música orquestral para cordas, desde o barroco até o moderno, de autores de literatura estrangeira e nacional, inclusive peças populares de destacados composiotores.

Atualmente a orquestra é regida por maestros convidados e commúsicos desta cidade e região.

A OCP é composta de 10 violinos, sendo 5 primeiros e 5 segundos, 3 violas, 3 violoncelos, 1 contrabaixo e cravo. São convidados também solistas, e quando necessário instrumentos extras, quando a peça assim exigir.

As apresentações são realizadas com patrocínios, sendo que a maioria deles com o icentivo da Secretaria Municipal da Ação Cultural de Piracicaba.

A OCP desde a sua fundação, logrou sucesso não só em Piracicaba, como também noutras cidades do interior paulista, inclusive na capital.

Hoje, sem dúvida a OCP, é um dos grupos mais representativos da cidade de Piraqcicaba, mostrando sempre seu êxito e destaque nas apresetnações de câmara.

 

 

Banda da Guarda Mirim

A Banda da Associação Guarda Mirim Municipal de Piracicaba surgiu dos anos 70 pela vontade do então comandante Frederico Ciappina Neto, que convidou um trompetista profissional, que atuava em São Paulo como músico, Sr. João Romeu Pitolli, para formar a atual banda da Guarda Mirim.

Para felicidade de uma geração de músicos talentosos na área de sopro-metais, surgia uma nova história musical para Piracicaba onde os adolescentes tiveram a oportunidade de se tornar músicos através desta Instituição.

A banda tem fins didáticos e isso faz dela uma eterna escola de música onde os adolescentes passam o tempo estudando, dos doze aos dezessete anos e onze meses.

Atualmente a banda está sob direção de dois ex-guardinhas, músicos regentes que são responsáveis pela iniciação teórica e prática, pela área de instrumentos de madeira, pelos metais e confecção dos arranjos da banda.

A banda tem um repertório variado com marchas, hinos, dobrados, sambas, jazz e erudito, no qual os adolescentes se baseiam para fazer as apresentações mostrando sua arte, fazendo referência á música e á Guarda Mirim.

A Banda é formada atualmente por 112 adolescentes, sendo 42 na Banda Avançada, que realizam as apresentações, 45 na Banda Intermediária, que estudam a prática instrumental e estão sendo preparados para ingressar, posteriormente na Banda Avançada e 25 na Teoria Musical, onde estudam a parte teórica e realizam a iniciação musical com a prática de flauta doce.

Realizam em média 46 apresentações anuais, tendo em sua bagagem 04 Concertos intitulados “Viagem através da Música”, onde levam música da melhor qualidade gratuitamente à população, sendo:

· 2004 – 02 Concertos no realizados no Anfiteatro da Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP)
· 2005 – 01 Concerto realizado no Teatro Municipal “Dr. Losso Neto” – 11/05/05
· 2006 – 01 Concerto realizado no Teatro Municipal “Dr. Losso Neto”- 13/07/06
. 2007 – 01 Concerto realizará no Teatro Municipal “Dr. Losso Neto” – 27/09/07

Endereço: Rua do Rosário, 1240 – Centro – Piracicaba/SP – CEP: 13.400-186
Telefone/Fax: (19) 3434-7888 / (19) 3434-7656

 

 

Banda Musical da Guarda Civil de Piracicaba

Considerando o espírito cívico e patriótico da Guarda Civil do Município de Piracicaba, foi criada em 02 de setembro de 2002, através do decreto nº 9.989, a banda musical da Guarda Civil, que vem mostrando seu trabalho em inúmeras apresentações em comemorações cívicas e eventos sociais em Piracicaba e região.

A primeira apresentação da nossa banda musical foi no dia 01 de Agosto de 2002(um mês antes do decreto de criação), aniversario de Piracicaba. Depois da estréia, a banda não parou mais, esteve presente em varias comemorações cívicas e eventos culturais como: desfile do dia da independência, comemorações com grupos de escoteiros, formaturas de alunos de pré-escola, eventos no Tiro de Guerra, e também em outras cidades da região como: Salto, Campinas, Limeira, Estiva Gerbi, Saltinho, São Pedro, Águas de São Pedro, Campo Limpo Paulista, Amparo, Várzea paulista, etc.

Em 28 de Março de 2003, a câmara de vereadores de Piracicaba aprovou a lei nº 5245 denominando a corporação musical de “José Romário de Oliveira França”, em homenagem ao Guarda Civil e integrante da banda que foi morto em uma emboscada.

A banda “José Romário de Oliveira França”, sob a regência do maestro Eduardo Henrique Alves, é composta por guardas que exercem suas funções no quadro de patrulhamento preventivo e nas horas de folga, dedicam-se voluntariamente a musica.

As inúmeras solicitações para apresentação da Banda são feitas através de ofícios, aos quais atendemos na medida do possível.

 

 

Sociedade Beneficiente Treze de Maio de Piracicaba

Exatamente há 13 anos após a Abolição da Escravatura, no dia 19 de Maio de 1901, Piracicaba viu surgir a Sociedade Beneficente “Antonio Bento”. A sua finalidade era celebrar dignamente a Abolição da Escravatura, ocorrida em 1988, a partir da assinatura da Lei Áurea. Alterou sua denominação em 13 de maio de 1908, para Sociedade Beneficente “Treze de Maio”.

Com o passar dos anos, a Sociedade percebeu que tinha muitos desafios e demandas, não somente voltadas as festividades, mas a carência da sociedade dos excluídos. Para isso iniciou a prestação de serviços Médicos, farmacêuticos, jurídicos e educacionais a comunidade. O Foco inicial era os Negros e Negras, que no inicio do Século ainda se viam sem trabalho, moradia, educação, saúde e outros direitos de cidadão e cidadã.

A Sociedade é considerada hoje uma das mais antigas do Pais, servindo como espaço físico de defesa social e ainda tornando-se local de lazer e preservação cultural (religião, dança, musica, história, capoeira, tambú e outros). A Sociedade Beneficente “Treze de Maio”, esta também engajada em lutas pela inclusão social, com o acesso a educação de qualidade em todos os níveis; por políticas compensatórias e ações afirmativas; pelo desenvolvimento sustentado e cidadania plena.

Com o objetivo de dar continuidade a esta história a Sociedade Beneficente “Treze de Maio”, lançou a Projeto “Pró Treze” (Programa de Revitalização e Otimização da Sociedade Beneficente Treze de Maio), visando tornar a Entidade num Centro de Referência da Cultura Afro Brasileira, para a comunidade Piracicabana e Região. São linhas gerais do “Pró Treze”.

- Educação e Capacitação Profissional:- treinamentos, palestras, visitas técnicas, intercâmbios, cursos de informática, idiomas, curso pré vestibular, reforço e complementação escolar, suporte psico-pedagógico;
- Cultura: Museu do Negro, Biblioteca, musica, dança, tambú, capoeira, religiosidade;
- Saúde: Cursos e apoio ao tratamento de doenças especificas dos afrodescendentes (anemia falciforme entre outras);
- Beleza e Estética Negra (Buscando a valorização – Auto Estima);
- Cidadania: Informação sobre os Direitos e Deveres do Cidadão;
- História Afro Brasileira: Nossos antepassados,nossos heróis, nossas lutas;
- Esportes: Formação de equipes esportivas nas diversas modalidades.

A Sociedade Beneficente “Treze de Maio”, participou dos últimos avanços da Comunidade Negra Piracicabana: Conquista das cotas no serviço Público/Prefeitura; Feriado de 20 de novembro – Dia da Consciência Negra, Aniversário de Morte de Zumbi dos Palmares.

Endereço: Rua Treze de Maio, 1118 – Centro – Piracicaba/SP
Telefone: (19) 3432-1378

 

 

SAMPM – Sociedade Amigos do Museu Prudente de Moraes

A SAMPM – Sociedade Amigos do Museu Prudente de Moraes – foi fundada em 3 de maio de 1971 coma finalidade de incentivar, cooperar e colaborar com as iniciativas do Museu Prudente de Moraes. É uma sociedade civil sem fins lucrativos. Seu quadro de sócios constitui-se de quatro categorias: fundadores, efetivos, colaboradores e beneméritos. Com a contribuição dos associados desenvolve trabalho técnico de catalogação do acervo pertencente ao Dr.Prudente de Moraes e familiares para facilitar o seu acesso ao público.

Telefone: (19) 3422-3069

 

 

Banda União Operária

Em 2006, a Banda União Operária comemorou 100 anos, consolidando sua tradição, força e efetiva participação na vida cultural de Piracicaba. Desde sua fundação em 1906 esta valorosa corporação marcou presença em momentos históricos da cidade. Além das paradas de 7 de setembro e outras datas cívicas, a União Operária também deixou oficializada suas melhorias na despedida dos pracinhas para a Itália e nas manifestações pela Revolução de 32.

Como reconhecimento a importância de seu trabalho chegou entre outras manifestações, um convite para apresentações em Barcelona e aos reis da Espanha, em 1968. A banda piracicabana foi o único conjunto bandístico da América Latina no evento que reuniu o melhor do gênero em todo o mundo.

Durante sua trajetória, a União Operária passou por muitas sedes, até conseguir sua casa própria. Inicialmente instalada na casa de seus fundadores, como Martinho Fischer Neto e Victor Guerrini, a banda completou em 2006 seu centenário na sede localizada na Rua Santo Antônio, número 502. O prédio foi construído em 1947 e passou por uma grande reforma em 1963 servindo a banda até os dias atuais.

Até o ano de 1970, a Banda teve como principal incentivador e colaborador o empresário Mário Dedini. Foi através de seu patrocínio que a Banda Da União Operária pôde realizar apresentações por todo o Estado de São Paulo, pelo Brasil e até em outros países, como Espanha.

Entre os membros da diretoria da Corporação Musical centenária, estão João Coletto Filho, presidente; José Roberto Caldari, 1º. Vice-presidente; Luiz Henrique Zago, 2º. Vice-presidente; Antonio Sebastião de Souza, secretário geral, Nelson Corder Junior, 1º. Secretário; José Francisco de Aquino Saglietti, 2º. Secretário; Antonio Mário dos Santos, 1º. Tesoureiro; Amaury Martins, 2º. tesoureiro; Leonel Aparecido Antonelli, diretor fiscal; e Monsenhor Jorge Simão Miguel, orador oficial. Compõem o conselho fiscal da banda: Epifânio Gava, José Airton Carmignani, José Antônio Rotta, José Arantes de Carvalho e Antônio Marcos Rodrigues.

Sob o comando do maestro José de Souza Campos, estão os músicos Afonso Augusto Campos, Alex Fernando Moreira da Silva, Alison silva, Antonio Marcos Rodrigues, Antônio Thomazine, Argeu Marcos de Souza Bueno, Armando Barella, Augusto César da Silva Vechine, Carlos Spolidorio, Deivid Marcelino, Edson de Souza, Eliseu Félix, Guilherme Gonçalves de Aquino Saglietti, Henrique Antonio, Jaime de Oliveira, João Barros de Andrade, José Antonio Rotta, William Henrique Delfino, José de Souza Campos Netto, José Franco Bueno, José Renato Manesco, Leandro Lopes, Leandro Rodrigues Camargo, Leonardo Odilon, Leonel Aparecido Antonelli, Lucas Martins, Luís Ferreira Grosso, Marcelo José de Campos, Marcos Costa, Michel Vieira Feitozo, Neide de Souza Ignácio, Paulo Sobral, Rafaela Corrêa, Robson Agostini, Romildo de Souza, Rubens Petrelli e Silvio Capaldi.

Endereço: Rua Santa Antônio, 502 – CEP 13.400-813 – Piracicaba/SP
Telefone: (19) 3422-8257

 

 

Clube dos Escritores de Piracicaba

O Clube dos Escritores Piracicaba é uma Academia de Artes, Ciências e Letras, sem fins lucrativos, sem conotações religiosas ou político-partidárias, fundada em 16/10/89, que tem como objetivos: Congregar escritores e interessados em qualquer ramo da literatura, das artes e das ciências, de todas as tendências e estilos, novatos ou consagrados, sem fazer distinção ou pretender julgamento da qualidade do seu trabalho, colaborar na sua divulgação pessoal e da sua obra, incentivar por todos os meios a publicação de títulos de autores novos e conceder honrarias, medalhas, diplomas de mérito de sua propriedade.Declarada de Utilidade Pública Municipal pela Lei 4265/97 possui 740 membros espalhados por 174 cidades de 20 estados brasileiros, onde atuam os Delegados Regionais da entidade. Há 13 anos a Revista do Clube dos Escritores, em P&B, 36 páginas e tiragem de 750 exemplares circula mensalmente por todo o Brasil divulgando os trabalhos dos associados.

A instituição oficial da entidade se deu em 1995, com a eleição da primeira Diretoria. A idéia da formação do Clube surgiu em 1986, quando um grupo de escritores resolveu fazer livros pelo sistema da chamada Literatura Alternativa, como os livretos de cordel, feitos artesanalmente e com patrocinadores que tinham as suas publicidades estampadas no livreto, que é ainda a idéia fundamental da nossa Cooperativa de Autores e dos chamados “Cadernos do Clube dos Escritores”, coletâneas de 8 a 12 autores com pequena tiragem e feito de forma simples, como um livreto formato brochura, sem a sofisticação do livro de editora.

Em 1989, depois do grupo ter publicado 167 títulos e vendido mais de 35 mil exemplares desses livretos, teve a idéia de fazer um Programa de Rádio somente com declamação de poesias. Esse programa chamado “Clube dos Escritores” ficou no ar por cinco anos na FM Municipal e na Rádio Educadora AM, e tinha o seguinte slogan, que hoje está na capa da revista: O espaço definitivo para a divulgação da literatura de todos os escritores. Nascia então o slogan da “democracia literária”, que é o cerne da filosofia do Clube dos Escritores de hoje, a qual prega que a literatura tem que ser acessível ao grande público, e da mesma forma, deve ser popularizada, para que todos a entendam e tenham capacidade de se expressar em sua própria língua.

Depois que o programa acabou, após 354 edições, o grupo, que já havia fundado o Centro Literário de Piracicaba, em 1990, acabou publicando durante dois anos, no jornal “O Diário”, a página literária “Clube dos Escritores”. Com o fechamento do jornal, os trinta e cinco autores, que formavam o grupo publicaram em 1992 a “Coletânea do Clube dos Escritores”. Em 1993 com o esgotamento da literatura alternativa, sem espaço para publicar, o grupo idealizou fundar um jornal literário, que começou com uma página e tiragem de trinta exemplares e hoje, após dez anos, tem 32 páginas, 740 assinantes, um corpo redatorial de 200 escritores, tiragem de 750 exemplares e circulação nacional.

Mais duas coletâneas surgiram: em 1994, “Força Motriz” e em 1995, “Coletânea do Clube dos Escritores”, vol. 2. E foi também em 1995, numa reunião-jantar, ocorrida no restaurante Brasserie, que passou a ser a maneira de se reunir do Clube dos Escritores, que aconteceu a eleição da primeira Diretoria, e algum tempo depois, foram registrados os Estatutos e fundada a entidade Clube dos Escritores Piracicaba, que conseguiu Utilidade Pública, e a partir de 1997, uma subvenção anual da Prefeitura Municipal. Em 1996 eram diplomados, pelo recém formado Departamento de Honrarias e Méritos do Clube, os 23 Membros Titulares Fundadores da entidade, em reunião-almoço realizada na antiga Churrascaria Guaíba. Também em 1996 aconteceu a solenidade de assinatura da “Carta do Mirante”, pelo Presidente do Clube e o Prefeito Antonio Carlos de Mendes Thame, durante reunião-almoço realizada no Restaurante Mirante, que contou com a presença de 250 pessoas com representantes de 36 cidades do estado de São Paulo e de outros estados.

A partir daí o Clube escolheu como distintivo um pin que traz a figura de uma coruja, criado pelo artista plástico Marco Antonio Cavallari, símbolo da sabedoria, que nomeia o troféu dos ganhadores dos seus concursos literários, e foi instituindo os seus órgãos Acadêmicos:

- Conselho Acadêmico, com 100 Cadeiras, que tomou posse em 1998,
- Colegiado Acadêmico, com 100 Cadeiras, que tomou posse em 2000,
- Galeria dos Academicus Praeclarus, com 100 Cadeiras, que foi empossada pelo Prefeito José Machado em agosto de 2002
- Galeria dos Decanos do Conselho, com 100 Cadeiras, que foi empossada em 2003. Além desses órgãos acadêmicos superiores, existe o primeiro nível de Academia, que são os Membros Titulares, com 300 Cadeiras, os Sócios contribuintes Honorários, os Sócios contribuintes Assinantes da Revista Clube dos Escritores.

Hoje, após quase 15 anos de funcionamento, desde a sua fundação, o Clube dos Escritores, dando vida ao seu terceiro slogan: “A literatura pode e deve ser tratada como espetáculo”, tem seus Diplomas e Medalhas próprios, criados, pelo Departamento de Honrarias e Méritos da entidade, definidos, impressos e preenchidos de acordo com o disposto na Lei 4426/98 alterada pela Lei 4923/2000, que instituiu no Município os Diplomas e Láureas do Clube, que servem para render homenagens a pessoas que se destaquem na área das artes, ciências e letras, e também na área social e cultural.

A) Diploma da Galeria de Honra, outorgado à família de titulares falecidos, patronos de cadeira.
B) Título de Magnum Meritum, outorgado a pessoas de Mérito reconhecido em qualquer área cultural, artística, literária ou científica, do campo político, religiosos, militar, empresarial e social.
C) Título de Cidadão Prestante, outorgado, anualmente, às pessoas que reconhecidamente tenham prestado serviços relevantes à comunidade.
D) Título de Cidadão Emérito, outorgado, anualmente, a pessoas de Mérito reconhecido em qualquer área cultural, do campo político, religiosos, militar, empresarial e social.
E) Título de Persona Mundi outorgado, anualmente, dentro do âmbito da realização das Solenidades do Clube, a associados e não associados do Clube dos Escritores Piracicaba, que tenham se destacado no seio das comunidades estrangeiras de qualquer raça ou nacionalidade, nas Áreas: Social, Cultural e Artística.
F) Título de Magna Persona, outorgado a pessoas de mérito reconhecido em qualquer área cultural, artística, literária, do campo político, religioso, militar, empresarial e social.
G) Título de Magnum Meritum do Comércio e Indústria, outorgado a empresas de Mérito reconhecido e que, de alguma forma, tenham prestado serviços à comunidade..
H) Título de Mérito “Profa. Laura de Campos Ferrari”, outorgado anualmente a professores e educadores de mérito reconhecido, associados ou não do Clube dos escritores Piracicaba, residentes ou não na cidade.
I) Medalha de Mérito científico “Prof. Dr. Walter Radamés Accorsi”, criada pelo artista plástico Marco Antonio Cavallari, outorgada anualmente pelo Clube dos Escritores em conjunto com a família Accorsi a pessoas de mérito reconhecido no âmbito científico.

 

 

Centro Literário de Piracicaba – CLIP

Entidade fundada em 19/11/1991 em assembléia realizada nas dependências do CCR Cristóvão Colombo, sede centro, composta por aproximadamente 25 (vinte e cinco) membros, que elegeram naquela oportunidade uma Comissão Provisória, presidida por João Baptista de Souza Negreiros Athayde, encarregada de elaborar os Estatutos e providenciar seus respectivos registros. Os Estatutos foram elaborados por essa Comissão, tendo sido aprovados em Assembléia Geral de 27/02/1993 e encontram-se registrados no 1° Cartório de Registros de Títulos e Documentos de Piracicaba.

O Centro Literário de Piracicaba (CLIP) tem sede provisória na rua Campos Salles, 1311, e promove reuniões mensais, no último sábado de cada mês, as quais vêm ocorrendo atualmente nas dependências da Biblioteca Pública Ricardo Ferraz de Arruda Pinto.
Em suas reuniões, os membros discutem a arte literária em suas várias formas (poesia, prosa, teatro etc), estudando suas diversas escolas e vertentes, além de exercitarem-se elaborando textos e análises literárias.

A entidade tem por objetivos congregar escritores e colaborar na divulgação de suas obras, incentivar valores da arte literária, participar de atividades de intercâmbio com outras entidades congêneres, promover eventos literário-culturais.

Entre outras publicações, o CLIP já editou 07 (sete) coletâneas, denominadas CLIPOETAS, contendo trabalhos produzidos e selecionados por seus próprios membros.

Desde sua fundação, o CLIP teve os seguintes Presidentes: Maria Cecília Machado Bonachela, Esio Antonio Pezzato, Ivana Maria França de Negri e João Baptista de Souza Negreiros Athayde (atual Presidente em seu quinto mandato).

 

 

Grupo Oficina Literária de Piracicaba – GOLP

O Grupo Oficina Literária de Piracicaba foi criado em 1989, por sugestão do escritor Ignácio de Loyola Brandão, coordenador de duas oficinas em Piracicaba, com o objetivo de manter os então alunos em constante contato e alimentar o desejo de promover o desenvolvimento do meio literário piracicabano, através de reuniões, estudos e produção de textos.

Os escritores Caio Fernando Abreu, duas vezes, e Márcia Denser também coordenaram oficinas literárias em Piracicaba, propiciando aos integrantes do Grupo a possibilidade de um aprofundamento e enriquecimento de estudos na área.

Desde a sua criação, o Grupo já lançou três livros de contos: “Mistérios do Engenho”, em 1992, “Contos Guardados”, em 1995, e “Noites de Prosa”, em 2000.

Como parte das atividades a que se propôs realizar, o Grupo tem promovido freqüentes sessões de palestras, enfocando as mais variadas áreas artísticas, com a participação de intelectuais piracicabanos e participado de comissões julgadoras de concursos.
O Grupo tem contado com apreciável número de participantes, com reuniões todas as segundas-feiras, na Biblioteca Municipal de Piracicaba e na Casa do Médico de Piracicaba.

Muitos dos integrantes do Grupo têm alcançado prêmios em concursos nacionais e no exterior, como primeiros lugares e menções honrosas, troféus e medalhas, além de publicações de textos em livros, jornais e revistas.

Tendo por finalidade um contato direto com o público leitor, o GOLP lançou o projeto Letras na Rua, que teve início em novembro de 1996, com exposição na Praça José Bonifácio, acontecimento repetido em 1998, 1999 e 2000, em comemoração aos festejos do aniversário de Piracicaba, promovidos pela Secretaria de Ação Cultural. O SESC de Piracicaba promoveu o evento em sua sede, por duas vezes, em 1997, realizações que contaram com a participação de artistas plásticos, músicos, corpo de baile e contadora de histórias. Em 1998, a convite da Universidade Metodista de Piracicaba, através do Departamento de Letras e Literatura, o Grupo expôs textos no Campus Taquaral, no período de 26 de setembro a 3 de outubro, cujo encerramento aconteceu com uma oficina aos alunos das citadas disciplinas. Ainda em 1998, de 24 de setembro a 12 de outubro, no Engenho Central, houve uma simultânea com obras de artistas plásticos, denominada “Caminhos”, com coordenação da Editora Marco Marcovitch, empresa de São Paulo, que contou com frases ilustrativas de integrantes do Grupo. No mês de março de 1999, membros do Grupo participaram de uma mostra de artistas plásticos, ilustrando obras com frases em homenagem à mulher, no espaço cultural da Agência dos Correios e Telégrafos da Paulista (Piracicaba) e, em julho, no mesmo local, uma exposição fez parte das atividades do mês dedicadas ao Escritor. Em dezembro, expôs textos no Teatro Municipal “Dr. Losso Netto” e na Biblioteca Municipal “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto”, com o tema Natal. Em 2000, o Grupo apresentou textos ilustrados, em exposição de Letras na Rua, no Clube Cel. Barbosa, Casa do Médico (duas vezes), Shopping Center de Piracicaba (duas vezes), na Casa do Povoador e Hospital Santa Isabel (duas vezes), que faz parte do conjunto médico da Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba, e Parque da Ressurreição. Após um hiato, em maio de 2007 o Grupo produziu textos para uma exposição no Shopping Piracicaba, em homenagem ao Dia das Mães.

O GOLP tem apresentado Oficinas Literárias em estabelecimentos de ensino, que, além de noções a respeito de contos, crônicas e poesias, incentivam os alunos na produção de textos, com excelente aproveitamento. No ano 2000, Oficinas foram produzidas no Colégio Anglo, unidades Cidade Alta e Portal do Engenho, Escola Municipal “Alfredo José Fioravante” e E.E. “Alfredo Cardoso” (duas vezes).

O Grupo tem participado de campanhas que visam à produção de textos e desenhos, relacionados com a paz, 500 anos do descobrimento do Brasil e concursos promovidos por entidades culturais da cidade.
O jornal A Tribuna Piracicabana mantém semanalmente uma página sob o título Prosa & Verso, já no oitavo ano, iniciativa do GOLP, que tem a coordenação de Ivana Maria França de Negri e Ludovico da Silva.

 

 

Orquipira

A Associação Orquidófila Piracicabana – Orquipira, entidade sem fins lucrativos fundada em 1º. De agosto de 1998, com finalidades culturais, científicas e ecológicas, tem por objetivos principais a divulgação e preservação das orquídeas, bem como a difusão de sua cultura em Piracicaba.

Os membros da Orquipira reúne-se na primeira e terceira terça de cada mês as 19:30h. no anfiteatro da biblioteca Púbica municipal de Piracicaba, situada à rua São José, 547 – Centro, sendo suas reuniões abertas a todos os interessados.

O maior evento anual da Orquipira é a Exposição Nacional de Orquídeas de Piracicaba, realizada em conjunto com a Prefeitura Municipal, através de suas Secretarias de turismo, Ação Cultural e Comunicação Social, sempre no terceiro final de semana de agosto, como parte das comemorações do aniversário de Piracicaba.

Desde 2001 as exposições são realizadas nas dependências do Engenho Central, tendo a 9ª. Exposição Nacional de Orquídeas de Piracicaba ocorrido no período de 17 a 19 de agosto de 2007, com a participação de 313 expositores de 38 entidades dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e rio de Janeiro, expondo 1838 plantas floridas de quase 1.000 espécies de orquídeas. O público presente foi estimado em quase 20.000 pessoas, que além de cidadãos piracicabanos, atraiu moradores de dezenas de cidades de São Paulo e mesmo de outros estados, o que bem demonstra o grande interesse deste evento.

Tradicionalmente, durante as exposições a Orquipira programa o replantio de espécies nativas nas árvores do Engenho Central. Em 2007 foi escolhida a Cattleya loddigesii. Nesta ocasião, pôde ser observado o florescimento das mudas plantadas nos anos anteriores. Salientamos que esta vistosa espécie de orquídea é nativa das florestas de nossa região, matas como as do Engenho, e é a flor símbolo de nossa associação. Também ocorreram 4 palestras sobre o cultivo de orquídeas abertas ao público, quando, além de demonstrarem na prática como plantá-las, os membros da Orquipira esclareceram dúvidas sobre essas plantas e seu cultivo.

A Orquipira, com recursos próprios, tem representado a cidade de Piracicaba em cerca de 40 exposições anuais, em cidades do Estado de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. No último ano, alcançou o 6º. Lugar entre as cidades do Sudeste Brasileiro em número total de pontos recebidos por suas plantas, o que bem demonstra a força e tradição da orquidofilia piracicabana.

Devido ao grande interesse do público, além da já tradicional Exposição Nacional de Agosto, a Orquipira tem realizado no Engenho uma exposição regional em fevereiro com a participação apenas das cidades mais próximas. Nestas exposições a programação é aproximadamente a mesma, também com palestras sobre cultivo e conservação e, apesar de menores, também com grande afluxo de público.

A Associação Orquidófila de Piracicaba reúne algumas das mais belas ou mais completas coleções do país. Pode ser considerada um orgulho para a cidade, tanto pela sua administração ativa e participante, como pela excelência de seus membros, dentre os quais estão alguns dos mais habilidosos e dedicados orquidófilos e estudiosos destas plantas no país, além de, não podemos deixar de mencionar, inúmeros orquidófilos que, ainda que menos conhecedores, são igualmente dedicados e importantes para o funcionamento da associação e divulgação do cultivo de orquídeas.

A participação da Associação de Piracicaba nas exposições de orquídeas é considerada fundamental por praticamente todas as associações orquidófilas de São Paulo e dos estados próximos. Diversos de seus membros são frequetemente convidados a participar como juízes nas melhores exposições brasileiras.

Recentemente a Orquipira foi citada em revistas especializadas americanas, o que demonstra a qualidade de seu trabalho com as orquídeas e a importância de suas atividades culturais na promoção de nossa cidade, que agora atinge também o âmbito internacional.

A Orquipira tem o maior prazer em receber visitas de todo e qualquer interessado em orquídeas e os acolhe com muito carinho, afinal, é para isso que ela existe.

 

 

Orquestra Sinfônica de Piracicaba

Origem da Orquestra Sinfônica de Piracicaba remonta ao último ano do século XIX. Lázaro Lozano foi o primeiro regente da orquestra da cidade, cuja primeira apresentação se deu em 24 de março de 1900, na matriz de Santo Antônio. Nesse início de século, musicistas de excelente nível se apresentavam em reuniões lítero-musicais da sociedade piracicabana. Entre eles se destacavam Fabiano Lozano, irmão de Lázaro, e Benedito Dutra Teixeira. O primeiro, espanhol, radicado na cidade e professor na Escola Normal, assumiria, nos anos seguintes, papel de relevo no cenárioartístico de Piracicaba, tornando-se nome de projeção nacional. Dutra, jau en se, era também professor e ganharia, da mesma maneira, gran de projeção.

Fabiano Lozano já tocava, com Erotides de Campos – ambos ainda adolescentes – na orquestra do irmão mais velho daquele, Lázaro Lozano, que se apresentava regularmente no Teatro Santo Estêvão, inaugurado em 1906.

Um pouco mais tarde, Fabiano Lozano foi o principal idealizador da Orchestra do Theatro-Cinema de Piracicaba, criada em 1913. Entre seus fundadores figuravam nomes ilustres da cidade e da música nacional, como Erotides de Campos. Esta orquestra ficou conhecida como Orchestra Lozano e seu primeiro concerto foi realizado no salão nobre da Universidade Popular de Piracicaba, no dia 12 de outubro de 1914. Entre seus componentes constavam os nomes de Dutra, Erotides de Campos e Belmácio Pousa Godinho.
No final dos anos 20, segundo noticiário da época, músicos e comunidade preconizavam a criação da Orquestra Sinfônica de Piracicaba, idéia que, no entanto, ainda não vingou dessa vez. Optou-se pela denominação de Orchestra Piracicabana em 6 de julho de 1929. Esta se filia à Sociedade de Cultura Artística, fundada há pouco tempo. Compunham essa orquestra, regida por Lozano, musicistas como Dutra, Leontino Ferreira de Albuquerque e Eduardo Salgado. Ainda em 1929, em 15 de outubro, a Orchestra Piracicabana e o Orpheon Piracicabano se apresentaram no Teatro Santo Estêvão, sob a regência de Lozano.

Em 1931, o maestro Lozano viaja para o Nordeste. Dutra assume a regência, mas também precisa deixar a cidade, na metade dos anos 40, para assumir cargo no Departamento de Educação, em São Paulo. Em 1946, a orquestra é reorganizada pela Cultura Artística, tornando-se autônoma por solicitação de Jaime Rocha de Almeida, flautista e professor da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”. Com o nome de Orquestra Piracicabana de Amadores, passa a ser regida pelo maestro belga Edgard Van den Branden que, algum tempo depois, muda-se para Campinas.

Os anos 50 marcam o retorno de Dutra que, reassumindo a regência, faz diversas apresentações. Esta década foi um período de intensa atividade musical, tendo aparecido, em 6 de janeiro de 1958, a Orquestra Rizzi, sob a regência do maestro Germano Benencase, italiano residente em Americana e professor do Colégio Piracicabano, onde se iniciam as atividades da nova orquestra.
Em 1962, falece Benedito Dutra Teixeira e, no ano seguinte, a Orquestra Rizzi realiza concerto em sua homenagem, na Società Italiana di Mutuo Soccorso. Nessa época, a Orquestra Piracicabana de Amadores e a Orquestra Rizzi se unem, mas a fusão oficial só se deu em 1965, adotando-se o nome de Orquestra de Amadores “Benedito Dutra Teixeira”, sob a direção de seu filho, Rossini Rolim Dutra, e Egildo Pereira Rizzi.

Esta Orquestra participou, em 1967, das festividades do 2º centenário da cidade, apresentando-se sob a regência de Rossini.
Após este período, o interesse pela Orquestra permanece, de maneira efetiva, sob a liderança dos irmãos Rizzi – Reginaldo, Rodolfo e Egildo – aos quais se soma Hélio Manfrinato, no início dos anos 90, consolidando-se o movimento pela sua ampliação. Assim, em 1991, inicia-se nova fase na vida da Orquestra, que chega a 50 músicos e realiza vários concertos. A partir de então, Hélio Manfrinato passa a ser o regente titular.

Em 1994, finalmente, o sonho dos anos 20 se concretiza e surge a Orquestra Sinfônica de Piracicaba, sob a direção de Hélio Manfrinato, Olênio Veiga e Egildo Pereira Rizzi.

A Orquestra de Piracicaba – chamêmo-la assim, em uma síntese de suas diversas denominações e na caracterização de sua existência como um patrimônio da cidade – tem mais de um século de existência, marcados por vicissitudes e êxitos, em que não faltou a dedicação de seus músicos, entre eles Olênio Veiga, que dela participou de 1928 a 1997, e de professores da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, como Eduardo Augusto Salgado, Alcides Guidetti Zagatto e Jaime Rocha de Almeida – para só mencionar os falecidos – assinalando o vínculo indelével dos agrônomos com a cultura piracicabana.

Chega a Orquestra aos dias atuais (sob a regência de Egildo Pereira Rizzi, a partir de 15 de outubro de 1997) norteada pelos fundamentos que lhe são próprios desde o início, tendo promovido, nos últimos anos, espetáculos magníficos destinados à divulgação da música erudita, ao resgate da obra de autores nacionais e à valorização da cultura popular, de que foram exemplos, a partir de 1996, o Concerto da Cidade de Piracicaba e os espetáculos Alvorada de Lírios (comemorativo do centenário de nascimento de Erotides de Campos), Lendas do Brasil (comemorativo dos 500 anos do descobrimento do Brasil e do centenário da Orquestra) e Terra da Viola, em que se uniram, pela primeira vez, a espontaneidade da música caipira e a elaboração técnica da música sinfônica.