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A história do Teatro Municipal Dr Losso Netto remonta ao romantismo dos anos 1940 quando a cultura piracicabana despontava silenciosa. Na época, na paisagem urbana da cidade fazia-se presente o Teatro Santo Estevão, a sede da Società Italiana di Mutuo Soccorso di Piracicaba, também abria suas portas às manifestações artísticas e culturais e o Teatro São José era utilizado para abrigar a magia do cinema.

O Teatro Santo Estevão foi construído por volta de 1870 na região central de Piracicaba. De acordo com o médico e historiador, Olívio Nazareno Alleoni, o Santo Estevão foi construído nas proximidades do local onde hoje está o monumento aos combatentes de 1932 e tinha vinte metros de frente por trinta de profundidade, com  um pequeno sanitário externo. Em 1850 havia no local um barracão construído a pedido de Arcanjo Dutra com o intuito de se criar um teatro. Em 1890 passou por  reforma e na década de 1910 passou por outra reforma. Em 20 de junho de 1953 o Santo Estevão foi demolido por conta das dificuldades encontradas para sua reforma e restauração. Passaram-se anos e Piracicaba pedia um local para dar vazão à cultura de sua gente. Foi em 7 de Outubro de 1969 que o então prefeito Comendador Luciano Guidotti, criou a Lei nº 1.359 que autorizava a desapropriação de um terreno com 1.473,52 m2  de propriedade do Instituto Feminino e Serviço Social, localizado no quadrilátero compreendido pela Av. Independência , Ruas Santa Cruz, Gomes Carneiro e Av. Armando de Salles Oliveira, anexada a mais uma área com cerca de 5 mil m2, já de propriedade do município.

O prédio do Teatro Municipal de Piracicaba foi projetado pelos arquitetos Antonio Sergio Bergamim, Arnaldo Martino, José Guilherme Savoy de Castro, Luiz Sisberg e Silvio Oppenhein, a obra de grande vulto foi entregue ao povo piracicabano somente em 19 de agosto de 1978, com 674 lugares e sistema de acústica e ar condicionado.

Denominado inicialmente apenas como Teatro Municipal de Piracicaba, passou a chamar-se Teatro Municipal Dr. Losso Netto em abril de 1993, em homenagem ao ilustre jornalista.

Quem foi Fortunato Losso Netto?

Fortunato Losso Netto nasceu na madrugada de 19 de agosto de 1910 em Piracicaba. Foi o quarto filho de José Rosário Losso, imigrante vindo da Calábria, região do sul da Itália, e de Antonietta Rosalina Bruno Losso. Formou-se professor na Escola Normal de Piracicaba em 1928 e médico pela Faculdade Federal Fluminense, em Niterói, em 1934. Sua especialidade era a radiologia. Foi diretor e proprietário do centenário Jornal de Piracicaba e importante incentivador do desenvolvimento da cidade de Piracicaba. Sua luta em defesa da qualidade de vida, da cultura e da modernização inteligentemente planejada potencializou-se nas páginas do Jornal de Piracicaba. Ele marcou, com sua presença, boa parte das discussões e decisões que a historiografia piracicabana registra sobre o século passado. Como diretor do Jornal de Piracicaba, Losso Netto foi o responsável pela administração que o tornou um dos meios de comunicação mais sólidos, conhecidos e influentes do interior paulista.
Acredita-se que, por influência do irmão pintor, Fortunato também se aventurava com as tintas. O gosto pelas artes e pelas letras manteve-o próximo dos artistas, músicos, poetas e escritores da época, rol que incluía nomes como Archimedes Dutra, Thales Castanho de Andrade, Lino Vitti entre muitos outros.
Entre das muitas homenagens póstumas feitas a Losso Netto está a escolha de seu nome para batizar o Teatro Municipal de Piracicaba, o Pavilhão de Radiologia da Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba (Centro de Radiologia Dr. Fortunato Losso Netto) e a Unidade de Pronto Atendimento Médico do Bairro do Piracicamirim (Upam Dr. Fortunato Losso Netto). Em 1989 foi criado o Prêmio Losso Netto, que todos os anos é concedido pela Universidade Metodista de Piracicaba em parceria com o JP à equipe de alunos que produza o melhor trabalho de conclusão do curso de jornalismo da Unimep. Ainda em vida recebeu medalhas, diplomas e outras homenagens, além do título Piracicabanus Praeclarus, atribuído pela Prefeitura Municipal em 1962.
Losso Netto faleceu aos 74 anos, vítima de uma parada cardíaca em 03 de janeiro de 1985. Seu coração já batia com o auxílio de um marca-passo desde alguns anos antes, quando sofreu um enfarte.

 

Em setembro de 2001, sua principal sala, a Sala 1, é denominada José Maria Carvalho Ferreira, em homenagem ao teatrólogo piracicabano. Em maio de 1990 a Sala 2, com capacidade para 120 pessoas, recebe a denominação Carlos Drummond de Andrade. Havia ainda a Sala Grande Otello, inicialmente utilizada como cinema. Foi desativada há mais de 10 anos e hoje abriga a sala de aulas da CEDAN – Companhia Estável de Dança de Piracicaba.

O Teatro Municipal Dr. Losso Netto em suas salas 1 e 2 oferece ao público espetáculos do circuito nacional de teatro,dança, música, exposições e intervenções artísticas e culturais no seu hall, além dos eventos anuais FENTEPIRA (Festival Nacional de Teatro de Piracicaba), PIRADANÇA (Festival Piracicabano de Dança), ENACOPI (Encontro Nacional de Corais), Sarau Literário, e cerimônias dos prêmios Mérito Empresarial e Mérito Cultural. No setor administrativo abriga ainda, a sala do COMCULT – Conselho Municipal de Cultura.

 

Fonte: Jornal de Piracicaba

Patrícia Ozores Polacow (Jornal de Piracicaba)

Rosemary Bars Mendez (Jornal de Piracicaba, Unimep e Isca-Faculdades)

Divisões e atividades: Sala Maria José Ferreira, sala Carlos Drummond de Andrade, Cine Arte “Grande Otelo”, peças teatrais, shows, cursos de formação musical e exposições de arte.

Endereço: Rua Gomes Carneiro, 1212

Telefone: (19) 3433-4952 / (19) 3434-2168 / (19) 3422-2427